Oito livros da Lei Chico Prego vêm à luz dia 19
O acervo literário-cultural do Município da Serra ficará ainda mais rico na noite de 19 de março, quando oito livros editados por meio de lei municipal de incentivo à cultura, a Lei Chico Prego (nº 2.204/1999), serão lançados por seus autores, na Casa do Congo Mestre Antônio Rosa, que fica na Praça João Miguel (no ponto onde se encontram as Ruas Cassiano Castelo e Major Pissarra), na Serra-Sede. No mesmo evento, será aberto o edital de inscrições para o ano em curso e anunciados os projetos contemplados pelo edital do ano passado.
O dia 19 de março foi escolhido porque foi nele, no ano de 1849, que se deu um dos mais importantes episódios da História da Serra, a Insurreição do Queimado, que, assim, está completando 163 anos. Não é por acaso, portanto, que o nome da lei de incentivo cultural serrana é o de um dos principais protagonistas do levante de escravos negros, Francisco de São José, o Chico Prego.
O Município não deixará de relembrar o episódio e homenagear a memória de seus herois, com uma extensa programação, que começou dia 6. O dia do aniversário propriamente dito é uma segunda-feira, terá sessão solene na Câmara Municipal e a noite de autógrafos dos oito livros viabilizados exatamente pela Lei Chico Prego.
Estarão sendo lançados os seguintes títulos:
· “Zuzu e o Advogado”, de O Peixe, romance, em que a personagem Zuzu, como o “Macunaíma” de Mário de Andrade, coloca o leitor numa viagem por dentro de lendas e tradições do Espírito Santo e do Brasil.
· “Liberdade”, de Izaias Inocente, romance ambientado em várias localidades do Espírito Santo: um escritor passa férias numa vila do interior capixaba, se surpreende com o que descobre sobre sua própria origem e acaba causando reviravoltas no curso da própria história.
· “A Morte o Esqueceu (contos) e Outras Vozes (poemas)”, de Marcos Arrébola, textos com características da Literatura Fantástica (fenômenos que as leis naturais não explicam, sobrenaturais, portanto) ou, mais modernamente, “Realismo Fantástico”, em que o próprio autor diz acreditar que seus escritos se enquadram. É ele mesmo quem sentencia, na orelha da capa: “Escrevo para dar asas aos meus fantasmas.”
· “Áurea”, de Ednéia de Moura Barroca, seu segundo livro e primeiro romance, conta a história da menina Áurea, negra, filha de lavradores, que recebe a missão de ser mensageira da esperança e, assim, supera os preconceitos e leva o povo de sua pequena cidade a lutar por seus ideais.
· “Embaralhando Palavras”, de Ítalo Francisco Campos, poemas para crianças. “Escritos de uma forma lúdica, usando e abusando da criatividade, do jogo de palavras, algum nonsense, humor e metáforas adequadas ao público a que se destina [...], qualquer leitor, e não só as crianças, adorarão estas poesias” (palavras do escritor Francisco Aurélio Ribeiro).
· “Grandes Episódios Ocorridos no Espírito Santo”, de Kátia Maria Bóbbio Lima, reedição de quatro de seus inúmeros livros de cordel, enfocando personagens da História do Espírito Santo: Fernão de Sá (morreu na Batalha do Cricaré, em São Mateus, em janeiro de 1558), Maria Ortiz (ajudou a conter uma invasão holandesa a Vitória, em 12/03/1625), Caboclo Bernardo (salvou vários tripulantes do navio Imperial Marinheiro, que naufragou na costa de Linhares, em 07/07/1877), Chico Prego, Eliziário e João da Viúva (líderes-mártires da Insurreição do Queimado, havida na Serra em 19/03/1849).
· “Salada Literária de um Carteiro Poeta”, de Adiel Silva Santos, sexto livro do escritor que, de dia, atua como carteiro, na Serra; à noite, vende seus livros nos locais onde houver concentração de pessoas, na Grande Vitória. Três dos seus livros são de poesias; os demais trazem crônicas, artigos para jornais e outros escritos.
· “Maomé Vai a Montaigne (Ensaios)”, de Wilson Coêlho, “textos que podem ser designados como ensaios, porque são livres, mas, de uma certa maneira, carregam, consciente ou inconscientemente, conceitos de origem filosófica” (palavras do artista plástico e escritor Gilbert Chaudanne, francês radicado em Vitória).
café capuccino filosófico
sexta-feira, 16 de março de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Deus e o Titanic
De cunhos leve e pesado, esse trecho foi ouvido por mim em um ônibus inter municipal, onde pessoas viajam até horas solitárias e tristes, mas também grupos de amigos como esse, o qual intitulo 'os pedreiros', batem papos infindáveis e que involuntariamente são ouvidos pelos próximos - como eu, que na ocasião estava de costas para o preleitor da história a seguir, narrada é claro com mais glamour e requinte.
Dia de estréia do maior navio do mundo. O capitão fala:
- Esse nem Deus afunda.
E como todos sabem na primeira viagem do elefante dos mares, chuft, sucumbiu a uma pedra, nos cascos.
Só que o sujeito fala:
- Viu? Bateu no air bag.
Dia de estréia do maior navio do mundo. O capitão fala:
- Esse nem Deus afunda.
E como todos sabem na primeira viagem do elefante dos mares, chuft, sucumbiu a uma pedra, nos cascos.
Só que o sujeito fala:
- Viu? Bateu no air bag.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Bom Dia!
Como prometido ontem pra se começar um dia especial em uma ocasião especial como uma mudança de endereço, é necessário esclareer algumas coisas: você gostará de alguém ajudando, ou melhor, terá possibilidade de contar com alguém ou pagar um ajudante?
Dito isso vamos ao que se considera o pior, pra alguns, e ótimo pra outros: caso faça a mudança só.
Procure morar em um local perto de sua ex-casa, assim evitará fretes caros - alguns de Vitória à Vila Velha, no ES, podem custar cerca de 40% do valor do futuro aluguel. Eu já fiz isso e levei minhas coisas aos poucos. O guarda-roupa, o fogão e a geladeira? Ficam a cargo da imaginação!
Dito isso, não se apavore, pense em resolver, apenas em resolver problemas.
Separe suas coisas em grupos, como roupas, acessórios de banheiro, utensílios da cozinha, livros, revistas, e grupos assim.
Procure priorizar o que é imprescindível pra sua dormida a partir desse dia. O colchão deve constar.
Tente entrar com as coisas em um ambiente limpo e assim como o colchão, pense o mesmo a respeito de mesas, o que facilita sua arrumação no mesmo momento em que a mudança é resolvida - aos poucos.
Assim você vai intuitivamente acertando suas escolhas, que são muitas em pouco tempo e que podem definir seu humor na nova casa, seja ela simples, ou muito simples. Pra quem tem dinheiro 'as pampas', os quisitos podem, não necessariamente devem, ser outros.
Boa Sorte.
Dito isso vamos ao que se considera o pior, pra alguns, e ótimo pra outros: caso faça a mudança só.
Procure morar em um local perto de sua ex-casa, assim evitará fretes caros - alguns de Vitória à Vila Velha, no ES, podem custar cerca de 40% do valor do futuro aluguel. Eu já fiz isso e levei minhas coisas aos poucos. O guarda-roupa, o fogão e a geladeira? Ficam a cargo da imaginação!
Dito isso, não se apavore, pense em resolver, apenas em resolver problemas.
Separe suas coisas em grupos, como roupas, acessórios de banheiro, utensílios da cozinha, livros, revistas, e grupos assim.
Procure priorizar o que é imprescindível pra sua dormida a partir desse dia. O colchão deve constar.
Tente entrar com as coisas em um ambiente limpo e assim como o colchão, pense o mesmo a respeito de mesas, o que facilita sua arrumação no mesmo momento em que a mudança é resolvida - aos poucos.
Assim você vai intuitivamente acertando suas escolhas, que são muitas em pouco tempo e que podem definir seu humor na nova casa, seja ela simples, ou muito simples. Pra quem tem dinheiro 'as pampas', os quisitos podem, não necessariamente devem, ser outros.
Boa Sorte.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
fucking folha
Vitória-ES - Pesquisa da agência de um só pesquisador, no caso, io mesmo, que realiza suas pesquisas observando de dentro dos ônibus a reação ao caos de transeuntes nas calçadas, aponta um fato no mínimo curioso. Todas a smulheres novas e velhocas usam óculos da marca Chanel - os mesmos que a atriz Fernanda Montenegro, a mulher de Getúlio vargas e as mais riquérimas - nas ruas da capital do ES. Suspeita-se que se as lentes sejam falsificadas, o que poderá acarretar uma cegueira coletiva em meados do ano 2013.
Contudo a principal constatação é que elas, as mulheres que se arrumam até para irem à Padaria da esquina - com todo respeito aos brotos e aos pães dormidos - estão com sentimentos grotescos com os novos grafites na cidade presépio (Vix). É que cansado de serem maltratados pelas lentes falsificadas, os homens da capital passaram a se interessar por Artes Plásticas Contemporâneas. Sem necessidade de irem a museus - como o MAC de Sampa, que foi reconfigurado para habitar aranhas e fungos em suas obras - os caras estão deixando passar batido os belos corpichos de nossas musas locais. De Vitória, do lab da Ufes, Gustavo Feu para o www.machine-feu.blogspot.com,
Contudo a principal constatação é que elas, as mulheres que se arrumam até para irem à Padaria da esquina - com todo respeito aos brotos e aos pães dormidos - estão com sentimentos grotescos com os novos grafites na cidade presépio (Vix). É que cansado de serem maltratados pelas lentes falsificadas, os homens da capital passaram a se interessar por Artes Plásticas Contemporâneas. Sem necessidade de irem a museus - como o MAC de Sampa, que foi reconfigurado para habitar aranhas e fungos em suas obras - os caras estão deixando passar batido os belos corpichos de nossas musas locais. De Vitória, do lab da Ufes, Gustavo Feu para o www.machine-feu.blogspot.com,
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Radicalismo não deve ser estilo.
O único radicalismo que aprovo, como jornalista, é o de escrever, ato que se completa hoje com o digitar. Você pensa e lá está sendo escrita sua idéia, macia, e palpável, pois melhor forma entre os dedos e o cérebro de conviverem, não há.
Penso agora sobre essa estória das sacolas plásticas que serão em breve descartadas, as pseudo descartáveis, de toda a região sudeste, ao menos. Onde mais se consume.
Lembro quando ia no Seu Vitório e quando ao embalar os ovos e os tomates, inhames e tal, lá vinha Seu Vitório com uma sacola parecida com as embalagens de cimento, eram sacolas de um papel grosso. O lixo em casa custava a embalagem azul ao bolso do pai, coisa comum.
Radicalismo de ambientalistas, pois de alguma forma teremos que possuir sacolas para o lixo, até então acondicionado nas dos mercados.
O que me dói é não ver as pessoas trabalhando suas hortas, com tanto material orgânico que como refugo, brota das nossas oficinas de comida. As famosas cozinhas.
Penso agora sobre essa estória das sacolas plásticas que serão em breve descartadas, as pseudo descartáveis, de toda a região sudeste, ao menos. Onde mais se consume.
Lembro quando ia no Seu Vitório e quando ao embalar os ovos e os tomates, inhames e tal, lá vinha Seu Vitório com uma sacola parecida com as embalagens de cimento, eram sacolas de um papel grosso. O lixo em casa custava a embalagem azul ao bolso do pai, coisa comum.
Radicalismo de ambientalistas, pois de alguma forma teremos que possuir sacolas para o lixo, até então acondicionado nas dos mercados.
O que me dói é não ver as pessoas trabalhando suas hortas, com tanto material orgânico que como refugo, brota das nossas oficinas de comida. As famosas cozinhas.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Apropriação saudável
Quando George Lucas instalou Luke Skywalker --protagonista do seu "Guerra nas Estrelas" -- em um planeta que orbitava dois sóis, esse tipo de mundo parecia confinado à ficção. Mais de 30 anos depois, cientistas já provaram que planetas assim são reais e, agora, propõem que eles sejam até comuns.
(fico devendo a ilustração.)
(fico devendo a ilustração.)
Um único apelo
Vereador, hoje me deu essa vontade - de ser alguém que pudesse lidar com a comunicação das pessoas em geral com o executivo, acredito ser essa a via.
A passagem além de ser subsidiada pelo governo com 65 milhões, acredito que, por mês, custa o valor referente a metade de um dia alimentado, uma boa marmita.
O governo deveria ajudar mais quem está sem emprego, dando seis meses ao menos de passagem gratuita.
Essa sim seria uma boa chance pros mais fracos. Além de evitar expor a equipe mais treinada da Polícia Militar quando se confronta todas as vezes com garotos de mochila.
A passagem além de ser subsidiada pelo governo com 65 milhões, acredito que, por mês, custa o valor referente a metade de um dia alimentado, uma boa marmita.
O governo deveria ajudar mais quem está sem emprego, dando seis meses ao menos de passagem gratuita.
Essa sim seria uma boa chance pros mais fracos. Além de evitar expor a equipe mais treinada da Polícia Militar quando se confronta todas as vezes com garotos de mochila.
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Quem sou eu
- gustavofeu
- jornalista, pesquisador, vendedor de livros e cervejas, admirador da Ufes